A Seu Tempo, Tudo Se Esquece
Data: 2008
Número de Imagens: 45
Dimensões: 60 x 45 cm
De uma maneira muito geral, gosto de acreditar que cada “tradutor” da realidade tende, mais cedo ou mais tarde, a questionar os porquês da sua existência e a origem ou o limite do seu estado. O trabalho de diferentes “artistas”, se assim lhes podemos chamar, pode tocar temas e assuntos diversos, pode misturar-se com o trabalho estrangeiro, pode modificar-se dentro da mesma individualidade ou nunca chegar a ter nada em comum com o outro. Pode até transformar-se numa cópia de outra já feita, mas em última análise, adquire todas as vezes (sem excepção) o estado de estudo da realidade que esse indivíduo experimenta.
Dessa forma, nunca é uma coincidência aquilo que afirmei no início, e quando aprecio o conjunto de imagens que completa esta série, olho para ele como o produto que resulta de uma questão demasiado simples: O que sucede afinal ao período finito que designamos por Vida?
Não querendo estar a ser demasiado redutor, não devo dizer de forma alguma que estas imagens traduzem a realidade como ela é. Apenas que traduzem a minha visão, ou a reflexão que dela faço neste momento.
Assim, e olhando para as lápides como uma espécie de registo de espécimes (ao invés de lhes atribuir a conotação óbvia de homenagem), apaguei-lhes a identificação e remeti-as para a condição de anonimato, que a qualquer altura elas podem alcançam segundo o meu sentido de vista. Adiantei, no tempo, uma ideia que faço da realidade, mostrando que A Seu Tempo, Tudo Se Esquece... até mesmo a individualidade.













